
A história é a morte misteriosa de uma pessoa numa noite de sábado. Não se trata de um "Quem matou Odete Roitman?" ou "Quem matou Lineu Vasconcelos?". Eles tem nomes pomposos, mas não são Bruno Baldaracci, Luana Camará, Yolanda Pratini ou Marconi Ferraço. A trama está todos os dias na televisão, mas não é novela das seis, das sete ou das oito. Pudera, a trama é exibida de seis da manhã até as duas horas da madrugada em todos os canais de TV. Os capítulos passam e a cada reviravolta, o Brasil fica estático em frente á TV e os jornais com o propósito de saber: Quem matou Isabella Nardoni?

Definitivamente não se trata de mais uma novela de televisão. É a vida real. Nua e crua aos olhos de quem quiser ver.
Uma criança de 5 anos é estrangulada e jogada do alto de um prédio de 6 andares. Os principais acusados: o pai, Alexandre Nardoni e a madrasta, Anna Carolina Jatobá (nomes á la Janete Clair, pois não!). A mídia começa a explorar o caso timidamente. Os lances misteriosos vão aumentando dia-a-dia como se fossem capítulos de uma novela e a mídia se alimenta do caso. Revistas, jornais com manchetes em letras garrafais, programas de TV, rádio e internet...todos exploram a história. Novos indícios são encontrados. Os possíveis assassinos são presos. Os advogados movem os céus e a terra.
Eles são libertados. Conseqüentemente, os atores principais se tornam celebridades escoltadas, astros de fazer inveja á Tarcisio Meira e Glória Menezes, com grande diferença, é claro. Todo mundo quer ver o casal e descobrir se eles são os assassinos da garotinha. Eles relutam em afirmar que não mataram. Afirmam que havia uma pessoa misteriosa no local. Pistas são descobertas. O pedreiro, o padeiro e o florista... todos viram suspeitos. Na porta de suas casas e da delegacia, um espetáculo acontece ao vivo. Vendedores ambulantes fazem a festa com balas, cachorro-quente, algodão doce e até cerveja. Até a dona maria do salão lucra uma graninha alugando a sacada de sua casa que cai aos pedaços. Tudo isso só para descobrir o mais novo "Quem matou?" do Brasil.
A espetacularização da mídia sobre o caso Isabella Nardoni, nos leva á crer que a teledramaturgia é fichinha perto da vida real. Nos faz analisar o seu verdadeiro papel diante de casos como este. Ninguém duvide que apostas estejam sendo feitas em bolões e rifas. O publico gosta disso e então dê pão e circo.
Confesso que a fantasia das novelas e filmes é bem melhor que essa dura realidade. Por isso, fico mesmo com o Quem matou Odete Roitiman, Salomão Hayala e Thais Grimaldi. Me recuso á ver esse clichê copiado da TV para a vida real. Me recuso á querer descobrir quem matou uma inocente criança de apenas 5 anos.
Ave Janete! Ave Giberto!! Ave a nossa teledramaturgia!
Salve as nossas criancinhas!!
POR WESLEY VIEIRA
Uma criança de 5 anos é estrangulada e jogada do alto de um prédio de 6 andares. Os principais acusados: o pai, Alexandre Nardoni e a madrasta, Anna Carolina Jatobá (nomes á la Janete Clair, pois não!). A mídia começa a explorar o caso timidamente. Os lances misteriosos vão aumentando dia-a-dia como se fossem capítulos de uma novela e a mídia se alimenta do caso. Revistas, jornais com manchetes em letras garrafais, programas de TV, rádio e internet...todos exploram a história. Novos indícios são encontrados. Os possíveis assassinos são presos. Os advogados movem os céus e a terra.
Eles são libertados. Conseqüentemente, os atores principais se tornam celebridades escoltadas, astros de fazer inveja á Tarcisio Meira e Glória Menezes, com grande diferença, é claro. Todo mundo quer ver o casal e descobrir se eles são os assassinos da garotinha. Eles relutam em afirmar que não mataram. Afirmam que havia uma pessoa misteriosa no local. Pistas são descobertas. O pedreiro, o padeiro e o florista... todos viram suspeitos. Na porta de suas casas e da delegacia, um espetáculo acontece ao vivo. Vendedores ambulantes fazem a festa com balas, cachorro-quente, algodão doce e até cerveja. Até a dona maria do salão lucra uma graninha alugando a sacada de sua casa que cai aos pedaços. Tudo isso só para descobrir o mais novo "Quem matou?" do Brasil.
A espetacularização da mídia sobre o caso Isabella Nardoni, nos leva á crer que a teledramaturgia é fichinha perto da vida real. Nos faz analisar o seu verdadeiro papel diante de casos como este. Ninguém duvide que apostas estejam sendo feitas em bolões e rifas. O publico gosta disso e então dê pão e circo.
Confesso que a fantasia das novelas e filmes é bem melhor que essa dura realidade. Por isso, fico mesmo com o Quem matou Odete Roitiman, Salomão Hayala e Thais Grimaldi. Me recuso á ver esse clichê copiado da TV para a vida real. Me recuso á querer descobrir quem matou uma inocente criança de apenas 5 anos.
Ave Janete! Ave Giberto!! Ave a nossa teledramaturgia!
Salve as nossas criancinhas!!
POR WESLEY VIEIRA
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